Linha Vermelha

Em 2016 foi apresentado o Plano de Desenvolvimento Operacional da Rede do Metropolitano de Lisboa, prevendo duas novas estações – Estrela e Santos.

As prioridades de expansão da rede do Metro de Lisboa para o período 2021 – 2030, após o prolongamento em curso do Rato ao Cais do Sodré, que irá criar uma Linha Circular, são as que seguidamente se descrevem.

No âmbito deste investimento decorrem neste momento os estudos para a finalização do Estudo de Impacto Ambiental a submeter à APA, nos termos na legislação aplicável, e posterior emissão da Declaração de Impacte Ambiental.

Prolongamento da linha Vermelha São Sebastião/Alcântara

Este prolongamento irá servir a parte ocidental da cidade de Lisboa, que carece de um serviço de transporte público pesado. Servirá zonas com forte atração e geração de viagens, com significativa densidade habitacional e de emprego, escolas, comércio e serviços, assim como alvo de grande reabilitação urbanística, como é exemplo a zona de Alcântara.

Terá uma extensão de cerca de 4 km e quatro novas estações: Amoreiras, Campo de Ourique, Infante Santo e Alcântara, onde fará a ligação à futura Linha Intermodal Sustentável, promovendo a ligação ao concelho de Oeiras (LIOS Ocidental).

O investimento calculado neste prolongamento da Linha Vermelha encontra-se previsto no Plano de Recuperação e Resiliência 2021-2026 e conta com um investimento europeu de 280 milhões de euros. Considerando a análise a 30 anos, os benefícios gerados por este projeto ascendem a 1.047 milhões de euros.

A operacionalização desta extensão da Linha Vermelha do ML exigirá que, em paralelo, conforme previsto no investimento em vias de contratualização com a Missão Recuperar Portugal seja instalado o novo sistema de sinalização (CBTC – Communications-based train control) entre as estações Oriente e São Sebastião, bem como a instalação do referido sistema de sinalização em 41 unidades triplas existentes, no valor global de 24 milhões de euros.

A expetativa é que esta extensão da Linha Vermelha esteja em concurso no ano de 2023 e que seja uma realidade em 2025/ 2026.

Novas estações Linha Vermelha

Para saber mais, selecione no mapa uma das novas estações

Procura das 4 novas estações da linha Vermelha

Estima-se que a procura diária captada nas quatro estações que integram este prolongamento corresponderá a um acréscimo de 4,7% de clientes em toda a rede, cerca de 87,8% do acréscimo de procura estimado corresponde aos atuais utilizadores do transporte coletivo.

A procura captada ao segmento dos atuais utilizadores de transporte individual representa 11,8%, correspondendo a menos 3,7 mil viaturas individuais a circular diariamente.

Com ganhos de tempos de 72%, dos quais 53,2% correspondem aos atuais utilizadores.

Considerando a análise a 30 anos, as emissões evitadas ascenderão a 175,6 mil ton de CO2, as poupanças energéticas ascenderão a 29,2 mil tep.

Estima-se, ainda, que a transferência de passageiros dos modos rodoviários para o Metro de Lisboa permitirá evitar a emissão de 6,2 mil t de CO2 equivalente (CO2) no 1º ano de operação.

Metro Ligeiro de Superfície

O Plano de Recuperação e Resiliência apresentado pelo Governo a Bruxelas prevê ainda a construção de um metro ligeiro de superfície que liga Loures e Odivelas, com um investimento previsto de 250 milhões de euros.

O Metropolitano de Lisboa, a Câmara Municipal de Loures e a Câmara Municipal de Odivelas assinaram um protocolo de cooperação, dando início ao estudo, planeamento e concretização de um projeto de expansão da cobertura intermodal da atual linha Amarela do Metropolitano de Lisboa, a partir da estação de Odivelas, nas zonas de maior densidade urbana, com continuidade entre os concelhos de Loures e Odivelas.

Competirá ao Metropolitano de Lisboa desenvolver os estudos prévios e a avaliação da viabilidade e conceção desse projeto de mobilidade de transporte, não descurando a sua harmonização com as áreas urbanas envolvidas.

Com um total de 18 estações e 12,1km de extensão, o Metro Ligeiro de Superfície Loures/Odivelas servirá uma população de cerca de 174 mil habitantes.

Em Loures servirá as freguesias de Loures, Santo António dos Cavaleiros e Frielas, no Concelho de Loures, com 10 estações e 6,7 km.

No Concelho de Odivelas, irá servir as freguesias de Póvoa de Santo Adrião, Olival Basto, Odivelas, Ramada e Caneças, com 8 estações e 5,4 km.

Esta linha irá estender-se num corredor em “C”, que ligará o Hospital Beatriz Ângelo ao Infantado, com interface e transbordo para Lisboa na Estação de Metropolitano em Odivelas.

O concurso para a empreitada de conceção e construção, bem como para aquisição do material circulante, deverá ocorrer até final do ano de 2022, com data prevista de conclusão da empreitada no último trimestre de 2025.

Traçado do estudo de prolongamento do metro ligeiro de superfície: Hospital – Odivelas – Infantado
Traçado do estudo de prolongamento do metro ligeiro de superfície: Hospital – Odivelas – Infantado

Linha Intermodal Sustentável

O Metropolitano de Lisboa celebrou um protocolo de colaboração com as câmaras municipais de Lisboa, Oeiras e Loures e com a Carris para o estudo, planeamento e concretização do projeto “LIOS, Linha Intermodal Sustentável” nas suas várias vertentes técnicas, ambientais, financeiras e operacionais.

Neste âmbito, existem duas linhas em estudo. A LIOS Ocidental ligará Oeiras a Alcântara e a LIOS Oriental, por sua vez, fará um percurso entre Santa Apolónia a Sacavém.

Após a conclusão do relatório de diagnóstico com a identificação das condicionantes do corredor em estudo e com a identificação de alguns pontos críticos no traçado de referência previamente definido pelos municípios de Lisboa, Loures e Oeiras, estão a ser analisadas em termos de viabilidade de traçado, algumas variantes de itinerários propostas por aqueles municípios e a reposicionar algumas paragens.

Seguir-se-á a fase de estudo de viabilidade global onde se incluirá uma análise comparativa das diferentes variantes parciais, com a intervenção das diferentes especialidades técnicas e considerando os resultados da procura, com vista à escolha do traçado mais vantajoso do ponto de vista ambiental, técnico, económico e social, procedendo-se igualmente à análise de custo/ benefício do empreendimento.

O itinerário selecionado, após aprovação pelas partes, será desenvolvido a nível de Estudo Prévio e objeto de Estudo de Impacte Ambiental.

A extensão total das duas linhas, bem como o número de paragens, dependerá do itinerário que for selecionado.